Basta

Sebastião Salgado


Estou farta de uma vida comedida
De um sorriso forçado
De uma tarefa bem cumprida
Estou farta dos não dizeres
E dos dizeres que a sociedade impõe
Sim. Estou farta
E de basta em basta
Crio meu próprio ciclo
Vejo e revejo o que  sou
Minha consciência é o centro
E sim... Dane-se o mundo!
Afinal, ele é do jeito que vejo!
Ahhh,
Meu basta é em função de mim
Um adeus à quem fui  porque
Atehh que enfim já não sou.
Basta então para mim, pois já sou
O que não era e rumo em busca
Do que ainda não fui!

Ass.: Vanessa Vieira

ObServoAção

Juarez Silva
Passo o olho
Vejo
Olho, retorno...
Contorno &
Conformo.
Passeio 
Rodeio


(...)


Hgora
ObServo
Sim Servo...
Sinto que sorvo a natureza
Vejo além do entorno
Passo e volto
Pois de fato
Vejo-me humano
Além de um rótulo.


Destino


É dia,
saio
e em casa deixo
a acolhida das finas linhas
que tecem as cobertas
Sim!
Tenho frio
O frio da vida
que vivida precisa ser.
Me acolho no frio
me viro com ele
e tento, rebento que sou
encontrar acolhimento
que frio ou quente
me aqueça o coração
que por natureza da vida
é e sempre há de ser envolvente.


By Vanessa Vieira
Fotografia: Sebastião Salgado

E eu


Google imagens


Tenho sede...
Tenho fé
tenho
apareço
desapareço
perco-me no encontro
do que nem sei.
Estou sendo
querendo querer
querendo.
Ponto
encontro
sossego?

By Vanessa Vieira

Às mães



 
Vocês que vivem por dois ou três...
Vocês que abrem caminhos...
Enfrentam leões...
Vocês...
Que nos SuPortam
porque amam incondicionalmente
Vocês que enxergam mais.
Que hoje o dia vos seja belo...
e amanhã e depois e sempre também
E que nossas lembranças sejam sempre
Amor, carinho e aprendizado...






Feliz dia das mães!

Vanessa Vieira
Arte de Klimt

ArVida


Arte de Diego Riviera



Falta o ar
quando o ventoVida espalha alegria
pelo corpo
E assim, o SeRenova...

Haja sustento para
palavrear sobre 
o que nos  cativa.
Haja!!
Incompletos
Gozamos do bem viver...
Momentos
Segundos que parecem eternos
Hey...
Bom falar e descobrir que somos.
Respirando ArVida.



Abraços a todos os leitores
Um ótimo final de semana a todos!

Ass.: Vanessa Vieira

E você poeta, como tem usado sua escova?



ESCOVA

Eu tinha vontade de fazer como os dois homens que vi sentados na terra escovando osso. No começo achei que aqueles homens não batiam bem. Porque ficavam ali sentados na terra o dia inteiro escovando osso. Depois aprendi que aqueles homens eram arqueólogos. E que eles faziam o serviço de escovar osso por amor. E que eles queriam encontrar nos ossos vestígios de antigas civilizações que estariam enterrados por séculos naquele chão. Logo pensei de escovar palavras. Porque eu havia lido em algum lugar que as palavras eram conchas de clamores antigos. Eu queria ir atrás dos clamores antigos que estariam guardados dentro das palavras. Eu já sabia também que as palavras possuem no corpo muitas oralidades remontadas e muitas significâncias remontadas. Eu queria então escovar as palavras para escutar o primeiro esgar de cada uma. Para escutar os primeiros sons, mesmo que ainda bígrafos. Comecei a fazer isso sentado em minha escrivaninha. Passava horas inteiras, dias inteiros fechado no quarto, trancado, a escovar palavras. Logo a turma perguntou: o que eu fazia o dia inteiro trancado naquele quarto? Eu respondi a eles, meio entressonhado, que eu estava escovando palavras. Eles acharam que eu não batia bem. Então eu joguei a escova fora.

(Barros. Manoel de. Memórias inventadas: a infância. São Paulo: Planeta, 2003.p11

O triste fim da notícia...




Era uma vez uma notícia animada
Que veio como um furação na boca do fofoqueiro...
Segundos depois a notícia foi "desnotificada"
e anunciante sorridente "dessoriu"
e ficou com cara que Bolacha...
Bem feito, quem mandou a notícia apressada
Surgir na boca de um fofoqueiro sem graça!

 

Curta também

Arquivo do Blog

Blogs parceiros


Instagram @pensamentosvalemouro

Pensamentos Valem Ouro- Todos os Direitos Reservados | Layout por Qeen Design | Programação por Heart Ideas