MuNdanças





Muitos podem até pensar o contrário, mas ele era feliz onde estava. Curtia seus colegas, amava sua escola, jogava no time de futebol, brincava na rua com os amigos... Se divertia. Mas tiraram-lhe de conforto, perdeu os amigos, perdeu a escola , os colegas e o time. Nunca mais foi o mesmo e ainda não é. 


Vanessa Vieira

(Iniciando hoje a seção Conto Curto)

CoraSom



Acordou,
Alguém entoava ao seu ouvido
palavras doces,
e faziam seu coração
pulsar mais forte

Olhou!

Olhou.

Olhou...

E nada encontrou.

Decidiu retornar ao sono,
e descobriu que
era seu coração
 o dono
daquele intenso
[Desejo de] som.


Vanessa Vieira

Medicina da chuva











A chuva fina
Afina o passo
Atrai o compasso

Enche o corpo
Alivia a alma

[Estala ... ]

Lágrima
que do céu escorre
dando vida
à vida que
enVida dorme

Imagem: gotas de chuva. Autor(a) jefras. Galeria Pública Macro




Poema conto IV - ConSolidação










Há os que dizem viver assim

É coisa para os fracos
Que são tão fracos
Que preferem
Esquivar-se do compromisso
de seriamente viver.

Mas para a forte menina,
que agora já era  mulher
essa era a forma correta
De usar a vida.
Jogando-se nela.

Encontrou muitos.
E tentaram aos montes
reprimir seus passos..

Não valeu!
Ela simplesmente dizia
Hey,
Esta não sou eu!

E jogava-se novamente na vida

Verdade
Acho que a liberdade
Também a escolheu!

Doa-se
E a quem doer
Doeu!!!



___________________________
Vanessa Vieira
Imagem: Bernard Jeunet - papeis esculpidos 


Poema conto III - Com/S\equências
















E Viveu uma vida plena
Correu  mundos
E quase deitou na arena.

Mas foi forte...

Deu um golpe de sabedoria na vida.
Andou de galope!
Como era firme a tal menina.
Brincou no balé do templo
E com as próprias mãos construiu o tempo

Dizia, e ainda diz,
que assim é a vida,
Está  aí para ser vivida!

E viveu
E está vivendo
Do jeito que der
E, ora vejam,
Que deu.

___________________________
Vanessa Vieira
Imagem: Bernard Jeunet - papeis esculpidos 

Poema conto II - Liberdade













E lá se foi  viver com a poesia
Aquela era sua eterna harmonia
A vida que vem de dentro. Sabe?

Teceu seus caminhos
Brincou no arranha céu
Da emoção

Brindou o doce,
bem amargo da solidão...

Esteve bem ali,
Ao lado da conjugação verbal
Da alegria

Porém,
decidiu-se, de novo, pela liberdade.

Nada de solidão,
Mas também, nada de alegria

Queria viver com os dois
Uma vida plena.


Vanessa Vieira
Imagem: Bernard Jeunet - papeis esculpidos

Poema conto I - Liberdade



 










Estava pensando sobre os atos da vida
Tudo à sua volta era brilho
Crescera assim,
Mas agora, não havia sentido no brilho.

Estava nas escadarias da igreja
Era seu casamento,
Deu de meia e decidiu
Que não acabaria assim com a vida

Correu, quase levitou
Diante da alegria que sentia
Estava livre, Livre!!!

E foi viver com a poesia!

______________________________
Vanessa Vieira
imagem: Google ( editada)

Há festa no jardim















Sento-me no jardim
a tarde está suave
o vento sobre o vestido
da mesa a minha frente

E faz com que meus pés
desejem ao mesmo ritmo danças.

mas meu corpo está parado
imóvel...

ouço os pássaros
parece que sentem
e cantam junto co o vento

um orquestra natural
um tempo simples
com compassos simples
e uma música magistral.

sou espectadora
do espetáculo

sou a porta de entrada
e a tranca da saída.

Pois continuo imóvel
a observar a passagem
do tempo da vida!


___________________________
Por Vanessa Vieira, 
a imagem é de  Jeffrey t larson


Tom












É no tom do encanto
que a alma compõe a música.

E dança...

Acordes concretos
letrados
embalam e enebriam
o canto do verso

que vira voz,
que vira vez,
que vira eu!

No tempo...
No tempoEu.

Por Vanessa  Vieira
 Dedicado ao colega blogueiro - BYJOTAN.

TempEus














Há um tempo tão estreito
em alguns tempos

tempeus,tempoases
Tempo e fases
istmos solitários
engasgos de nós

laços indistintos concretos,
quase sólido de tão liquido

há um tempo tão estreito
em alguns tempos

escorregadios movimentos
de um mesmo tempo
que pra não dividir?
- soma em nós,tecidos, nódulos
coágulos…

vamos transfundir
vamos compartir
circular o vento
a novos tempos
unir as órbitas
que nos compõem

há um temponós,
tempomais, tempomor
tempUnindo em poesia,

Vivo!

A Arte é de Gérard Daran!

Escrito a 4 mãos por Vanessa Vieira e Carmen Silvia Presotto, reflexões ao tempo, um exercício, um conVersar poético.

As horas!!!

 - Google - 


Ah as horas...
Às vezes fico a pensar
onde elas se esconderam
e em  que momento da história
 – que é minha -  ficaram perdidas.

Horas sutis,
horas tensas,
horas, horas...

Oras!

Por que será que as perco tanto?
Vem os dias,
passam-se as noites
o tempo vigora
E as horas?

Passam com o vento,
se esticam...
E mesmo sendo assim
meio tortas
escrevem em mim suas histórias
  
Atuam mesmo quando não vejo
Oras!!! 

Vanessa Vieira

Flor












Linda flor
Que me atém os olhos...

é certo que me tens  atento!

Embora não seja certo
que eu lhe tenha  em tudo.

Ps.: Porque a flor é livre para amar  
a quem lhe aprouver 
e eu,
Amo a flor!



________________________
Texto Vanessa Vieira
a foto é de Land Nick

 

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