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Tenho no tempo um pedaço de minha alma. Mesmo sendo externo nele me interno e floresço... Tal como uma lagarta que num casulo se prepara para ser borboleta. Ainda estava a viver aqui dentro um  Patinho Feio.  Hoje, algum tempo depois, os ares do tempo me levam a conhecer o Cisne. Graças à Ele - tempo - fui me conhecendo abrindo as portas, as janelas e os casulos do labirinto que chamamos vida...   

Com tanta proximidade, muitas vezes não nos damos conta de que uma das ordens naturais da vida é a espera. Esperamos para nascer, para crescer, para conhecer... Estamos sempre esperando e o tempo, fiel companheiro, passa conosco por nossas esperas. 

Mas infelizmente a coisa muda de figura quando deixamos o natural da vida e passamos a pensar no "Quero agora e é pra já". Sutilmente vamos colocando o tempo de lado. O esmagamos nos cantos das paredes de tal forma que ele nem pode nos dizer adeus, até logo... ou mesmo um "ei, ainda estou aqui... 

Estamos cegos. E cegos, não o percebemos, ou melhor, nos obrigamos a não enxergá-lo. Há tempo para tudo, dizem por ai. Mas queremos que tudo seja agora!! 

Insano desejo, com o tempo não há jogo. Não esse de imposição. O tempo é o que é. E se tentamos mudá-lo de alguma forma, vem as paredes e nos fazem voltar com a mesma intensidade que nos achegamos. 

Por isso, enquanto o tempo corre, prefiro me ensinar a pensar no seu sentido passageiro. Ele vai, eu vou, nós vamos! Com tranquilidade e foco nossas atitudes passam a ser amigas do tempo. E sua passagem é tão natural quando a natureza da vida. Tudo a seus tempo!

Eu passo com o tempo. E você, como tem passado?

Vanessa Vieira

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Projeto Mais Que Palavras (+QP)
Tema do mês: Tempo