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Não tenho mais os medos de antes e minhas certezas são ainda menores que outrora. O que constato, agora, é que trago em meu trato boas doses de coragem, que no transformam-se em assertividade. Não para os outros, mas para mim. 

Até algum tempo eu vivia na corda bamba da dúvida e da ansiedade, mas ao longo dos últimos anos aprendi a não olhar apenas para dentro. Fui treinando o olhar para o que está ao meu redor. 

Neste exercício diário, comecei a enxergar tantas coisas (boas, estranhas e imensuráveis) que acabei transformando o meu medo de errar em um belo motivo para apostar. Isso ainda dá um frio na barriga, mas sigo tentando!

Certa vez ouvi um ditado que dizia que “o não, nós já temos”. Ora, se o não é eminente, por que não tentar? 

E, de tentativa em tentativa, ando descobrindo não haver uma única regra, nem um único caminho para caminhar. Existem possibilidades infinitas de experiências que podemos vivenciar e, ao final, sendo elas positivas e negativas, alguma lição, poderemos tirar. 

Sinto-me então como uma folha que balança com o soprar do vento, mão não que não se perde, pois tem suas raízes na rocha!

E é assim que sigo, percebo que minhas raízes estão firmes. Pois crescem para dentro em uma rocha que ouso chamar de maturidade.  

 

ENVERGADURA

Acalma-te,
menina!
Tenho os pés
firmes na Rocha,

Minhas folhas
se envergam
e bailam
com o vento.

Assim,
Danço
Com a brisa
calorosa da vida.
 



E como tem sido a envergadura por aí? 
Vamos conversar?