A TAÇA





A minha taça ergo; em louvor
daquela em quem é tudo belo,
e para todas as mulheres
serve, parece, de modelo;
pois dos melhores elementos
e das estrelas recebeu
forma tão linda que é, como o ar,
menos da terra do céu.

Tudo o que diz é musical,
como, na aurora, a voz das aves.
E no que fala há algo mais
que as melodias mais suaves
algo que é a voz do coração
e de seus lábios sempre cai,
tal como a abelha, carregada
de doce mel, das rosas saí.

São seus afetos pensamentos
marcando as horas que se vão;
Seus sentimentos têm fragrância
maciez de flores em botão
e ela parece tanto a empolgam
paixões e amores, tão mudados
ser, vez a vez, imagem deles
ídolos de anos já passados.

Da linda face, um breve olhar
grava na mente uma impressão;
e o eco eterno de sua voz
nunca sairá do coração;
mas a lembrança como em mim
dela ficou é tão querida
que, ao ver a morte, a última queixa
é por perdê-la e não à vida

A minha taça ergo, em louvor
daquela em quem é tudo belo
e para todas as mulheres
serve, parece, de modelo.
A ela, um brinde. E se na terra
Outras houvessem a ela iguais,
seria a vida só poesia
e o tédio um nome e nada mais.



Escrito por Edward C. Pinckney 
poeta  americo 
(1 de outubro de 1802 - 
11 de abril de 1828)



Cena da Novela Por Amor onde ouvi o poema pela 1ª vez








3 Comentários:

  1. Bonito. Não o conhecia.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  2. vanessa, muito bom o poema e eu amava esta novela

    ResponderExcluir
  3. Este poema me faz pensar e repensar em muitas coisas! Também amava a novela e ainda era uma menina quando vi sua reprise (2002) lembro como se fosse hoje!
    Obrigada pelos comentários meninos!

    ResponderExcluir

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