Por que escrevo?


Talvez seja comum para algumas pessoas pensamentos sobre influências que os determinam a tomar decisões... pensamentos que os levem a refletir sobre o lugar do qual tiram forças para fazer seja lá que atividade. Pois então,  não muito diferente destes alguns, estava lá eu, pensando sobre os meios que me levam aos fins da escrita.

Pensei no gosto, no jeito, andei dando espaço à vaidade... Por que não? Seríamos hipócritas se disséssemos que  não temos vaidade! Dei uma passada pela necessidade e, pasmem, entrei em vias nas quais pensei seriam impossíveis achar respostas. Já estava me entregando à prisão daquele lugar comum "não há respostas"... Mas reafirmando algum pensamento já lido, minha memória gritou lá do fundo de seus guardanapos: "- O Motivo!!!!"

Para longe ou para perto, para o sofrimento ou para alegria, sucesso ou fracasso. Estamos sempre lidando com motivos. E motivos ao quadrado, o primeiro que faz agir e o segundo o agir que tem dentro de si uma finalidade... Complicado!? Mas é isso mesmo.
Caminhando cheguei ao fato de que escrevo porque existe um motivo. Motivo de lidar com as palavras, suas interpretações, conjunções, divisões. Acontece, que mesmo correndo para as letras, quando lá me encontro escorro entre os dedos oleosos e grudentos de uma escrita cheia de "Nó". Racionalidade pura, não entra em meu relacionamento subjetivo com aquilo que escrevo. 

Gosto da escrita que diz e não daquela que apenas parece dizer. Sabe, como uma maquiagem feita apenas para tapar buracos? Sou amante de uma escrita viva, que toque meu coração, me arrepie. Que mexa de verdade com os sentidos.

E com estes pensamentos, meu "labirinto interno de pesquisa", descobri que a beleza da escrita está em sua leveza. Guardar palavras em caixas ou distribui-las em livros para decorar estantes é tirar o brilho que lhe dá vida. Palavra é feito gente, precisa ser olhada, mexida, ter companhia. Precisa se mover todo dia. 

Por isso escrevo! Porque tenho na palavra meu Motivo e porque sua poesia só se abre para aqueles que se deixam envolver, àqueles que quebram o gesso, tiram toda a atadura e começam a tecer na pele ainda viva!


1 Comentários:

  1. Adorei o texto, temos mesmo que escrever. Escrever é mostrar a nossa essência e cura os males da alma :)
    Abraços,
    www.entrelinhaseafins.blogspot.com.br

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