Pois foi assim, hoje o dia deu nó. Era madrugada ainda quando o vento passou bateu na janela e avisou que o tempo estava de mudança. Ia passar do estado vivo para o silencioso, disse-me que não era para ficar assustada, pois a vida daria um jeito de resolver tudo... Mas afirmou que eu teria que ser forte, dali há uns dois dias voltava para contar-me as novidades!

Eu acordei, e era mesmo verdade minha alma estava serena, amena, silenciosa... Mas era um silêncio apático. Um silêncio diferente daqueles silêncios musicais, este era dormente. dava nó na garganta... Passou um dia, dois, três... Meu corpo não aguentava vai aquela moleza. Dormia, acordava, dormia....

Um mês, veio o vento de madrugada á minha janela e com um sorriso largo me acendeu! Disse que fui bem, embora os dias passados não ajudassem muito, mas que agora chegaria o tempo da alegria. Que era para ser forte. Porque até para alegria é preciso estar preparada. 

Dormi. acordei. E o vento estava certo. Não sei como o vento me achou, nem porque ele vem à minha janela... Só sei que depois de tantas visitas aprendi uma lição. passa dia e vai dia e a vida rodopia, traz tristezas e alegrias para dar movimento ao tempo de viver, de aprender e ser. E, embora em alguns momentos de sofrimento eu me esqueça disso... Eu até gosto de assim viver! 

Vanessa Vieira