O olhar quando é frio paralisa,
cessam as roupas do varal, secam as flores
Não há sopro, 
não há  vento 
Nem vida...

Mas quando o olhar é do coração
faz da leveza um vento contínuo
e o vai e vem das roupas é natural!
e as flores encontram motivos 
para renascer

Neste sopro a vida se renova
se ajeita nas vestes da leveza
e dançando sai, leve, 
espalhando flores
pelos caminhos 
do tempo.

Vanessa Vieira