Olá povo! Vamos a mais uma rodada de poesia aqui no Café Poético. Hoje trouxe para nossa conversa um poeta que alguns já conhecem bem, outros conhecem pouco, mas a maioria já ouviu falar, isso mesmo. Vamos falar sobre Quintana, mais conhecido como o poeta das coisas simples.

Vamos conversar com Mário Quintana?



HOJE É OUTRO DIA

Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto
É como se abrisse o mesmo livro
numa página nova...


S.O.S

O poema é uma garrafa de náufrago jogada ao mar
Quem a encontra
salva-se a sim mesmo


O QUE O VENTO NÃO LEVOU

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não consegue levar;

Um estribilho antigo
um caminho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...

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Todos os poemas acima foram extraídos do livro A cor do Invisível (Objetiva, 2012), livro publicado em 1989, quando o autor já tinha completos seus 80 anos. A obra  reúne poemas novos e antigos, alguns inéditos. Há também texto reeditados,  frases simples e fragmentos dotados de grande poder de sugestão. 

SOBRE MÁRIO QUINTANA - Mário Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo e depois na farmácia paterna. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini. ( Fonte: Wiki)