Ninho

 
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O poeta é como um pássaro,
precisa de um ninho para se abrigar.
É por lá que compõe seu canto,
revigora suas forças,
desfaz e refaz seu tempo.

Ninho é casa
Acalanto
Desdobramento...

Poeta sem ninho
É como pássaro
Perdido no céu
Sem desejo de voo
e por isso,

sem destino de pouso.

Vanessa Vieira

MeloDia



Nesta hora,
Este poema...
Vem como
um cenário
de encontro.
Pois é numa noite,
num compasso
seguido de outro,
componho.
Eu, e a nota
(da vida)
que traçada
por linhas
de um pentagrama
faz soar as melodias
e as harmonias.
Buscando com fervor o Tom
que existe entre
o silêncio e o som.

Vanessa Vieira

Cruzamento


Il.: Amanda Cass


Não quero palavras soltas,
Sou um ninho
de palavras cruzadas.

Quando soltas,
as palavras vão com o vento.
e, têm lá o seu valor...

Mas, quando cruzadas,
Palavras,
Re-fomam, Re-criam, re-fazem.

São como fios que se embolam...
Como um labirinto do qual
não se pode ( nem se quer) sair!

Cruzadas palavras
Tornam-se infinitas

Dentro do infinito.

Vanessa Vieira

No meio da escolha havia um caminho.

Foto Vanessa Vieira

Largar a vergonha de lado! É quase certo que esta já devia ter entrado nas atitudes da moça aqui,  mas por contas de sei lá o quê, vem se estendendo ao longo de seus, tão poucos, anos de vida. Talvez porque o fato de estar vivo seja relativamente fácil - eu disse relativamente - e não dependa unicamente do próprio indivíduo... Basta ultrapassar alguns espermas, esperar uns nove meses, nascer, e  pronto! Estamos vivos! 

Porém, fazer a vida rodar é o "X da questão" como muito se diz por aí... Tudo bem que até um certo ponto somos cuidados. E ainda bem por isso! Mas quando já estamos aptos a fazer nossas próprias escolhas a casa estremece. Podemos fazer a onda "sou bem decidido!" ou "eu sei bem o que  não quero!" ou ainda "Deixa a vida me levar!" mas lá no fundo, mesmo que de pequeno porte, nos aparece a danada da dúvida. 

Sim, é muito fácil insistir no que se quer, quando há alguém dizendo qual é o outro caminho a seguir. Mas quando os dois caminhos estão dentro de nós e só nós podemos decidir,  é duro Camarada! E por isso, possa a vergonha ainda estar dentro deste corpo de mulher e cabeça de menina.

Dizem alguns que vergonha não leva a lugar nenhum. Eu, creio que "lugar nenhum" por si, seja algum lugar. Mas acredito também que a vergonha pode sim nos privar de algumas muitas coisas, assim como pode nos livrar de muitas outras. Na verdade se pudesse escolher daria a ela o lugar de passagem. Ela seria o caminho do meio, o equilíbrio. Mas esta é uma atitude que ainda não tomei. Por isto o dilema e seguinte a ele estas palavras. 

Atitude seria a palavra chave deste pensamento e por certo o nome dos dois caminhos que eu teria a seguir. O primeiro Atitude de continuar com a vergonha e aproveitar os lugares comuns que ela me propõe. O segundo, Atitude de mudar de atitude deixar a cara à vista e pagar o preço da exposição. Duas atitudes que geram uma terceira, a Atitude de ficar no meio do caminho e viver a vida como uma balança sem fim, feito as ondas do mar. 

E eu ficaria aqui contando os caminhos, mas prefiro ficar no meio deles, indo e voltando enquanto for possível. Conhecer um pouco de tudo e nada de um pouco, mas conhecer sempre! Esta atitude eu já tomei!

Vanessa Vieira 




“Lembrar para não esquecer”


À Dona Vilma
e a todas a mães, filhas e filhos que conheço.




Eu poderia escrever um poema e dizer nele que tu és, de todas, a mais bela. Também poderia dizer que te amo, que tu és a razão de minha vida e que tudo que aprendi até hoje, muito devo e agradeço a ti. Poderia entrar na poesia da mágica possibilidade de nossa existência que é a maternidade.

Mas preferi lembrar que existes, que estás comigo, que me amas. E que existimos juntas! Temos diferenças sim, até por que, se tudo fosse flor a vida não teria a graça que tem. E eu e você não teríamos vivido as grandes emoções que vivemos.


Não vou me alongar, porque este não é um poema, nem uma crônica, é uma lembrança de que estamos aqui, que vivemos e que acima de tudo nos amamos e somos amadas. 

Vanessa Vieira

Machado de Assis na íntegra!!! Deem ao povo o que é do povo!

Pois "é preciso pensar mais de duas vezes antes de colocar a mão em uma cumbuca!" É o que dizem por ai... Mas, embora eu não tenha cumprido corretamente todo o processo, vou colocar a minha mão assim mesmo. E vou, porque o caso é sério e o mínimo que posso fazer diante de tanta "inventabilidade" descabida é não me calar. 

Ouvi dizer por ai que querem "facilitar" um texto de Machado de Assis para assim, apresentá-lo à um público mais leigo... Pelo que entendi, escrever, com algumas outras palavras, o que já foi escrito e tem sido estudado, de um jeito ou de outro, há anos pelo povo brasileiro que consegue chegar aos bancos escolares.

Fiquei pensando no caso...Cabimentos, descabimentos... E minha luz acendeu! 

Por que redizer as palavras de um autor? ( se é este mesmo o propósito, caso que não creio muito) Visto que é certo, só ao autor cabe a capacidade de dizer o que de fato escreveu?  E as questões que daí seguem , reformuladas ou não, são interpretações. E, por serem interpretações, já transcendem o objetivo inicial do autor. Sabemos todos, ou pelo menos deveríamos saber.

Outra pergunta que não me cala é o porquê de nosso governo ainda aceitar projetos com tantos questionamentos!? Parecem mais leigos que os leigos mencionados em tal projeto. Por que fazer como o tolo, que sabendo das ressalvas sobre o atalho ainda assim decide segui-lo? Seria isto um grito? -" Vou à forca porque quero!!"

Por que não usam as verbas para distribuir os livros na íntegra aos públicos mencionados e, ao invés de privá-los de um trabalho cuidadoso como a leitura, ensiná-los a importância de ler, reler, e resolver os problemas de compreensões que possam surgir durante a mesma? Trabalho difícil!? Certo que sim, mas não impossível. E eu sou prova viva do que agora falo!

Mas,  pelo contrário, o governo prefere validar uma cópia às avessas. E sem perceber abre mais caminhos para que nossos estudantes que, já devem estar cientes de tal acontecimento, tenham mais um motivo para continuar fazendo cópias em suas atividades acadêmicas. porque continuarão sem estímulos para enfrentar os desafios que o estudo, de uma forma geral, deles requer.

A questão que mais me intriga, porém, é esta petulância de dizer que os menos favorecidos, se tiverem acesso a estas obras não seriam capazes de assimilá-las e, quem sabe se encantar com elas. Já ouvi falar em pesquisas sobre o baixo índice de leitores no país, mas nem sempre estes que não leem, são os chamados desfavorecidos. Sei que pode ser um equívoco, mas é um caso a se averiguar.

Quem me garante que um advogado, médico, psicólogo professor, cientista que seja, conseguirá ler fluentemente as obras de Machado de Assim, ou qualquer outro clássico brasileiro, sem precisar de uma consulta ao dicionário ou de uma pausa para melhor reflexão? Nasceram todos sabendo de cor a salteado a língua materna?

Bom, já que coloquei minha mão na cumbuca me permito perguntar... Por que não educar o povo? Por que insistir em buscar meios de deixá-los alienados? Por que não oferecer a eles o melhor? 

E quando digo povo me refiro a TODOS os brasileiros, sem distinção. Afinal, é isso que o povo merece O MELHOR, O ORIGINAL  e não as migalhas.

Esqueceram-se de que eles trabalham arduamente todos os dias para conseguir sustento? Pagam impostos ao governo, alimentam bandidos na cadeia, são roubados, e muitas vezes têm seus filhos mortos pela violência urbana?  E agora, ainda querem que se contentem com uma literatura fragilizada?

Ora! Façam-me o favor!

Meu nome é Vanessa, 
sou professora, desfavorecida, leitora 
e não aprovo este crime contra a literatura brasileira.


Vanessa Vieira



 

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