Resenha - Filosofia para corajosos - Luiz Felipe Pondé


Título: Filosofia para Corajosos.
Autor: Luiz Felipe Pondé
Editora: Planeta do Brasil
Número de páginas: 192
ISBN: 
Ano: 2016

                                                  

Sinopse:
O objetivo deste livro é ajudar o leitor a pensar com a sua própria cabeça. Para tal, o filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé, autor de vários best-sellers, se apoia na história da filosofia para apresentar argumentos para quem quer discutir todo e qualquer tipo de assunto com embasamento. Afinal, os grandes filósofos estudaram, pensaram e escreveram sobre os temas essenciais com os quais ainda lidamos no mundo contemporâneo. O livro está dividido em três partes: "Uma filosofia em primeira pessoa", onde o autor conta como ele entende a filosofia; "Grandes tópicos da filosofia ao longo do tempo", que traz um repertório básico dos temmas que todo mundo precisa conhecer mais a fundo; e "Por que acho o mundo contemporâneo ridículo?", uma análise ferina da sociedade atual.


E o nome desse autor, estampado no livro Guia politicamente incorreto da filosofia, rodou, e rodou, e rodou muito por minha casa, na situação, nas mãos da minha irmã mais velha. Tanto que, agora, ela me vendo transitar pelos cômodos acompanhada por tal capa (diga-se de passagem, que eu gostei muito) em azul, branco e preto, ela apenas olhou-a, viu o nome do escritor e já disse: -"Hum você vai gostar desse cara!". E não é que tinha razão?
Melhor introdução ao assunto geral? Nada melhor que palavras assinadas pelo próprio autor, logo na orelha do livro:
Este livro é uma espécie de história da filosofia vista pelos meus olhos. Na linguagem do grande filósofo Friedrich Nietzsche, pensar com sua própria cabeça ou fazer uma história da filosofia vista pelos seus próprios olhos é 'aprender a falar sua própria língua'. Fazer isso não é tarefa para covardes. É necessário ter coragem para dizer o que se pensa. Para fazer isso, é também necessário conhecer algumas ideias que os filósofos e outros pensadores pensaram antes de nós"    
Eu juro para vocês que, no começo, apesar do apoio motivacional quanto ao autor, da minha irmã, eu fiquei "com um pezinho atrás". Entendam-me que nos últimos seis meses, palavras relacionadas a "filosofia", "sociologia" e "normas" se tornaram monstrinhos que assombram meus melhores dias. Fiz longos e sinceros desejos que não tivesse escolhido errado, e principalmente, que não fosse mais um dos autores que causam efeitos melhores que qualquer sonífero... Leitores, superando quaisquer expectativas, ele chegou a tirar até gargalhadas...

Não posso evitar dizer que eu gostei muito da forma que ele escreve. É um autor que não se limita em expor suas posições sobre os fatos, o que e como pensa, e ainda não se pode deixar de apontar a comicidade presente nos diversos sarcasmos e trechos irônicos postos. A verdade do seu pensar, transpassada em suas palavras é de se apreciar e dignamente caracterizada como "para corajosos". 


Dizer o que se pensa não é e nunca será uma das coisas mais fáceis a se fazer. E, claro, ressalva que não eram meros "achismos", afinal nunca deixou de lado os aspectos históricos, teóricos e até didáticos que acompanhavam e embasavam os argumentos das suas concepções. Ele, ao mesmo tempo que expõe, te induz ao pensamento e reflexão acerca dos fatos que ele coloca. E olha, "pulguinhas atrás da orelha" é o que não te faltam após a leitura. Confesso até que teve momentos que tive que parar em meio a leitura para refletir sobre o tema proposto.

De forma redundante, por já conter na sinopse, o livro é dividido em três partes. A primeira, é denominada Uma filosofia em primeira pessoa, onde temos uma introdução geral. Nesta parte, é contado como ele se tornou filósofo e como vê, entende e interpreta a filosofia. É a parte onde podemos  ter uma consciência sobre os laços entre ambos, o autor e a filosofia, e como essas relações são mantidas. Onde tem-se uma noção de como o autor vai tratar sobre os demais assuntos e tenho que dizer que, particularmente, foi onde já me fez ver que não iria dormir com a leitura...

A segunda parte é intitulada Grandes tópicos da filosofia ao longo do tempo onde é tratado sobre os assuntos polêmicos que a filosofia tem trazido e estudado ao longo da história. São tipicamente aqueles tópicos os quais você, por exemplo, tende a evitar entrar em debate porque sabe que é problema. Temas que geralmente "dão o que falar" quando tocados, e que, obviamente, há um confronto imenso de opiniões e ideias.

E, por fim, a terceira e última parte, Por que acho o mundo contemporâneo ridículo?, é onde o autor expõe o que pensa sobre a sociedade e o mundo, em seu aspecto geral, de hoje em dia. Ele pauta, ao meu ver, de forma específica sobre algo que já é explícito em suas posições no decorrer do livro. Não há construção de flores e jardins verdes para a nossa sociedade e tudo que nos envolve.

Eu diria que, quaisquer opiniões que tenho sobre o livro, não tem relevância ao fato de ter grande referência ao que tenho estudado (afinal, meu caros, sou uma mera caloura perdida, que pega os livros e não sabe sequer como lidar com eles). E mesmo que o tivesse, foi um autor ao qual senti que não encarou como um fornecimento de conhecimento, onde os alunos e leitores são meros "sanguessugas" de conteúdo. Faz-lhe "pensar com a própria cabeça", como sendo este o objetivo, de uma forma que, primordialmente, não é cansativa e eu diria que sendo exemplificativa. 

Sim, o autor deixa claro e objetiva suas opiniões, mas não há em momento algum escrito que aquelas são as verdades. Ele expõem e embasa seus argumentos de uma forma exemplificativa de construção de tais. De forma mais simples? É quase um "como fazer", e ainda, coloca os cérebros para refletir sobre esses temas que tanto corremos, não? Que mal paramos para refletir. Não há manipulação de ideias. É cada um por si, e a filosofia por todos...


Sobre o autor:

 
Luiz Felipe Pondé, filósofo, escritor e ensaísta, é doutor pela USP e pós-doutor pela Universidade de Tel Aviv (Israel). Autor de 12 livros, entre eles Guia politicamente incorreto da filosofia, ele é professor da FAAP e da PUC-SP, colunista da Folha de São Paulo e comentarista do Jornal da TV Cultura.

Beijos, Vanessa!


Comentários
6 Comentários

6 Comentários:

  1. Só pela sua introdução já estou curioso para ler! Se bem me lembro nunca li um livro neste sentido, mas espero que no dia em que eu ler que goste assim como você. ^^

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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    1. Que bom que gostou Márcio! Eu também fiquei muito curiosa! hehe
      Vanessa nos contageou! hehehe

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  2. Eu amo filosofia e fiquei com muita vontade de ler esse livro. Apesar da filosofia ter o propósito de fazer você pensar, acredito que a maoria vai pela cabeça dos pensadores e pelo que você falou, o autor nos ajuda a pensar por conta.
    Amei a premissa.

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    1. Concordo com você Milca! senti esta mesma sensação ao ler a resenha da Van! =D

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  3. Oi Vanessa,
    Adorei sua resenha, o livro parece muito interessante, eu gosto muito de filosofia, acho um assunto fascinante, porém as vezes pode ser muita informação para ser processada, e pelo visto a escrita do autor ajuda muito nessa questão. Parece um ótimo livro, já entrou para a lista de desejados.
    Beijos

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    1. Fiquei muito curiosa para lê-lo Amanda. concordo com você sobre a coisa da informação! hehe Fico louquinha, mas gosto do tema! =P

      Beijinhos!

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