Resenha: A Chama da Esperança - A Princesa Renegada - M. V. Garcia





Título: A Chama da Esperança - A Princesa Renegada
Autor: M. V. Garcia
Gênero: Romance / Ficção
Editora: Arwen
Idioma: Português
Páginas: 348
Ano: 2015
ISBN: 978-85-68255-00-9
Sinopse: Movidos pelo preconceito, pela sede por poder e pela perda, humanos e feiticeiros eram inimigos desde os primórdios de Yuan, gerando guerras e destruição.



Durante uma terrível guerra, que ficou conhecida como a Grande Guerra de Willford, Kaira perdeu o seu lar e sua família. Quando uma nova guerra se inicia, ela não faz ideia do que está por vir, mas a jovem feiticeira recebe a difícil tarefa de reunir os cinco clãs de feiticeiros da nova República em um único e poderoso exército. Será que ela vai conseguir?

Em uma aventura que percorre as planícies de Ghennas, a montanha gelada de Liore, os desertos de Rockaxe e as margens do rio Armon, Kaira, seu melhor amigo Garo e dois companheiros mais do que improváveis descobrem que há muitos segredos que alimentaram o ódio entre os dois povos. 

Sabe aquele típico livro que você se prende de um jeito, que quer ficar lendo até chegar ao fim de tudo? Pois é, meus caros, me presto a resenhar uma obra exatamente assim. Está na lista de queridinhos, sem dúvida alguma.

A Chama da Esperança - A Princesa Renegada, por autoria de M. V. Garcia apresenta a realidade ficcional de Yuan, repleto de preconceitos e intolerância, carregando uma rivalidade de anos entre feiticeiros e humanos.


A vivência entre ambos era um tanto conturbada, sendo os feiticeiros constantemente perseguidos pelos humanos em Willford, mas ainda assim havendo um mínimo convívio. Isso até a formação de um grupo denominado "Falcões Negros", formados por feiticeiros que pretendiam tomar o poder e armam o máximo possível para iniciar o que passou a ser chamado de A Grande Guerra. Nesse confronto marca-se destaque a rainha do reino humano, Rosaria, uma feiticeira que escondia seus poderes, que caracteriza-se como heroína por conseguir, em proteção a sua filha, dar fim, mesmo que temporariamente, ao motivadores principais da guerra: os falcões negros.

Mas, 15 anos depois, eles estão de volta. E a intolerância ainda mais presente. Agora, conhecemos e nos encantamos pela jovem protagonista Kaira, uma teimosa e "arteira" feiticeira, que como exposto em sinopse, em decorrer da história, passa a ter nada mais, nada menos que a incumbência de conseguir unir os cinco clãs, separados e em conflito há tanto tempo e imergir em uma verdadeira luta contra seus próprios sentimentos, e descobertas sobre sua história.

"Todos estavam em festa. Finalmente, era guerra! Depois de quinze anos de um superficial acordo de paz, todos estavam ansiosos por uma chance de vingança contra os abomináveis feiticeiros, criaturas violentas e anormais. O massacre de Hilorgen Hill, mesmo sendo o motivo inicial, ficou até esquecido de certa forma." (p.81)

O livro ganha em impecabilidade quanto a escrita. A autora segue uma linha coerente na trajetória da história, de forma a nos possibilitar vivenciar bastante coisa da vida e dos momentos de cada personagem, conhecê-los e ainda não nos deixar perdidos. E sem, claro, ela mesma se perder. Acredito que as congratulações nesse aspecto são muitas.

A ilustração é um aspecto a mais. O capricho em trazer animações dos personagens, uma ficha técnica sobre eles ao final e aquele toque especial, ao meu ver, de nos  dar um mapa quando se trata de um mundo ficcional, deve ser ressaltado. Eu particularmente acho até uma maior facilidade em conseguir fluir junto com a história, quando nos é dado em imagem os cenários e personagens relatados.


Esse é um dos gêneros que mais me atrai. E quando o livro é realmente daqueles que te prendem, então, acaba ficando ainda melhor. Kaira, a protagonista, é uma jovem extremamente cativante. Conhecemos uma menina "bagunceira" e "desobediente", de gênio forte, mas que no decorrer das páginas se torna a valentia em pessoa. E demonstra princípios próprios que não há como não terminar as páginas em amor por ela.

Pois, citando o tal terminar as páginas, o coração acaba na boca e pedindo a continuação sem a menor dúvida. Sabe aquele típico livro que termina te fazendo querer ler ainda mais? Pois é, esse é o fim desse bendito livro, que me deixou aqui, querendo mais.


Biografia da autora

 

M. V. Garcia tem 27 anos. Assistente Administrativa, mora no interior do Rio de Janeiro. É formada em Artes Visuais e cursa atualmente Pedagogia. Conhecida também pelo pseudônimo Hidaru, é escritora, cosplayer, desenhista freelance e fã colecionadora de livros, videogames de RPG, animes e mangás. Sempre gostou de escrever histórias, fanfics e textos sobre a cultura nerd. A Chama da Esperança é seu livro de estreia no ramo profissional.


Beijos, Vanessa.



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