Há livros que contam histórias. Outros nos ensinam a enxergar. O menino que não via as cores é um deles. E foi um daqueles títulos especiais que ganhei da editora Inteligênios no evento da Undime-RJ, realizado em Búzios no final de 2025.
Veja os outros livros que ganhei aqui.
A obra é uma narrativa infantojuvenil escrita por Manuel Filho e ilustrada por Gustavo Ramos. Nela conhecemos Zezinho, um menino de família simples que morava na pequena vila de São Bernardo do Campo, em SP. Vale ressaltar que a história se passa por volta dos anos 1950.
Zezinho gostava de fazer tudo o que as outras crianças faziam e se divertia como elas. No entanto, não enxergava as cores. As pessoas achavam aquilo esquisito, mas era assim que o mundo se apresentava para ele: todo em tons de cinza.
Entre uma experiência e outra, Zezinho vê chegar à sua cidade a Companhia Vera Cruz e fica encantado ao descobrir quantas pessoas e quantos elementos são necessários para que um filme exista.
Essa é uma história cheia de entrelinhas. Foi escrita com tanto cuidado que, se eu fosse comentar todos os temas presentes nela, ficaríamos horas conversando. Por isso, vou destacar apenas alguns pontos que me chamaram atenção, sem revelar demais. Afinal, é um livro curtinho, embora profundamente sensível.
A construção do universo familiar ao redor de Zezinho é especialmente bonita. Embora todos se mostrem preocupados e estranhem como ele enxerga, em nenhum momento vemos hostilidade. Pelo contrário: há acolhimento.
O irmão foi um pouquinho chato, mas irmãos, às vezes, são chatos mesmo. E, fiquei, especialmente, encantada com a Mulher das flores! Queria que em todos os lugares deste mundo pudéssemos encontrar uma mulher como ela.
Em determinado momento da história, Zezinho é convidado para ir ao entra no set do cinema. E o que acontece com ele lá dentro é de encher os olhos. Foi a parte mais emocionante do livro porque foi fantástica a maneira como o autor descreveu a experiência de Zezinho. Foi um mergulho num mar infinito de emoções.
Essa escolha narrativa do autor de falar sobre a diferença do olhar de quem a vive para mim fez com que a leitura ficasse ainda mais delicada e humana, especialmente porque algumas inquietações da família nasceram da falta de compreensão e não do preconceito.
Em síntese, foi uma leitura singular, cheia de reencontros e reflexões. Recomendo fortemente, não apenas para crianças, mas também para adultos, porque a história nos convida a perceber o mundo de outra maneira e, talvez, com mais sensibilidade.
Parabéns aos autores e à editora pelo lindo trabalho.
SINOPSE: Como seria se os seus sonhos se confundissem com a realidade, como numa grande tela de cinema? Como seria se os seus sonhos se confundissem com a realidade como numa grande tela de cinema? Zezinho é um menino nascido na simplicidade. Contratado pela Companhia de Cinema Vera Cruz, viaja pelo incrível mundo da sétima arte. Predestinado a “cinzas” experiências, consegue colorir o enredo de sua vida. Estreia nestas páginas “O menino que não via cores”, uma história de memórias em fascinantes tonalidades de encantamento. Autor: Manuel Filho | Ilustrador: Gustavo Ramos | Páginas: 100 | Editora: Inteligênios | Ano: 2025 |
Site da editora: https://www.inteligenios.com.br/









2 Comentários
não conhecia. beijos, pedrita
ResponderExcluirQue legal e deve ser além de muito bom, emocionante!
ResponderExcluirbeijos, ótimo fds! chica
Olá querido leitor! Seja bem-vindo ao Pensamentos Valem Ouro, temos aqui um espaço aproximar nossas redes e trocar ideias. Ficarei feliz em ler tua ideia. E sempre farei questão de respondê-la! Fique a vontade!
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Vanessa Vieira <3