Momento Inspirativo #7


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Não te acuso, não te excluo, apenas escuso. O amor vive em uma continua travessia com a dor. E hoje, dói. O que era o mundo, afinal? Abandonado. E talvez, este tenha sido o pecado: doar-me. Eu joguei-me ao mais fundo que podia nessa história toda, mesmo pressentindo o erro. Que culpa tem de ser humano? Que culpa tem do corpo requerer um outro alguém? Que culpa tens, afinal, de meu amor ser possessivo demais? Não cede. Não te empresta por uma noite atoa. Amores são assim, creio eu. Mas ei de lhe ser generosa, assim como dizem que o amor deve ser. Não te acuso por ceder ao que seu corpo e coração queria. Não por ter sido quem queria ser. Por não ter amado como eu amei, por não ter se prendido como eu me prendi. Por se importar tão menos quanto eu me importava. Não te excluo como se deleta a uma lixeira e posterior, definitivamente. O quão possível seria, pois? Escuso o inescusável. Amo o não amável. Me lanço de uma ponte, decretando o fim, me acusando, me excluindo, não me escusando.

Vanessa Ribeiro
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